domingo, 5 de janeiro de 2014

Ayrton Senna não me engana: Uma reflexão sobre o mito e a manipulação das massas

Antes de dar início, é importante fazer alguns esclarecimentos. O que me motivou a tocar em um tabu como esse? O recente acidente de Michael Schumacher reavivou na internet a velha guerra orquestrada por alguns fãs fundamentalistas de Senna contra o alemão e todos os outros pilotos da história da Fórmula 1. Como um apreciador do esporte vivencio isso a todo momento em fóruns e blogs especializados.

"Carinhosamente" conhecidos como "Viúvas" entre os fãs de automobilismo, estes fundamentalistas mancham a reputação dos verdadeiros fãs do tricampeão brasileiro. Para eles, Senna é um deus intocável.

Neste ponto é necessário fazer uma distinção. O esportista Ayrton Senna é um vitorioso. Um dos maiores da história do automobilismo. Isso não há como negar. Este artigo tem o intuito de desmitificar o falso Ayrton Senna, portador de qualidades sobre-humanas utilizado pela mídia como guardião da moral e ética.




Mas então, o que transformou o piloto Senna maior do que suas vitórias como esportista? Seria a benevolência e caridade? Patriotismo? Certamente esses itens tem fundamental parcela na criação do mito, mas sabemos de pessoas que possuem as mesmas qualidades e nem por isso são alçados ao nível de heróis.

Vamos iniciar então comparando o piloto Senna com os outros dois campeões mundiais de Fórmula 1 pelos Brasil. Emerson Fittipaldi é, para muitos, o responsável por abrir um mercado até então relutante a brasileiros. Alguns argumentam que essa honraria pertence a um precursor de Emerson, Chico Landi. De qualquer maneira, por ter sido o primeiro a vencer e ser campeão mundial (duas vezes, diga-se), Emerson Fittipaldi tem uma parcela importante neste quesito. Era uma época mais amadora da Fórmula 1, os riscos eram enormes e os pilotos não eram tão atletas e profissionalizados como hoje, mas nem isso serve para avivar na memória dos comuns, Emerson Fittipaldi.


Após Emerson, o Brasil voltou a ter sucesso nas pistas com o abnegado e persistente Nelson Piquet. De família nobre, o piloto carioca radicado em Brasília, teve que comer o pão que o diabo amassou para conseguir seguir na carreira já que sua família era totalmente contra a profissão escolhida por Nelson. Em coluna publicada no site Grande Prêmio em 2007, o jornalista Roberto Brandão explica melhor a situação.

Começa a se destacar na Fórmula Super-Vê, como um piloto veloz – O Candango Voador – e vence sua primeira corrida em 1974. Esta era a época em que ele dirigia uma Kombi, rebocando seu carro de competição. Muitas vezes dormia nas casas de mecânicos, oficinas, quando conseguia um abrigo. Outras, dormia em sua Kombi-oficina. Essas dificuldades todas serviram para aprimorar seu conhecimento e técnica em mecânica, muito úteis em sua vitoriosa carreira.

Na equipe Gledson-Amador, chegou a despertar minha ira: ganhava tudo, fazia poles, voltas mais rápidas, sobressaindo contra os ídolos paulistanos da época - Alfredo Guaraná Menezes, José Pedro Chateaubriand, Marcos Troncon e tantos outros.

Foi para a Europa, correr o campeonato de F-3, no peito e na raça, com dinheiro contado. O carro não podia bater ou quebrar. Ao mesmo tempo, Mário Patti Jr, vai correr o Campeonato Inglês de F-3 com assessoria de imprensa, patrocínio e um esquema melhor estruturado. Ambos vão colhendo resultados, mas só as corridas e os resultados do Keko (Nota do Blog: Patti Jr.) recebem destaque. Nem quando vencia, Piquet conseguia mais do que poucas linhas. Por competência, é chamado a disputar o Inglês de F-3, exatamente quando o dinheiro havia acabado, após uma batida com Keko, na preliminar da F-1, em Mônaco, onde vinha se apresentando bem.

Chega à F-3 Inglesa, juntamente com Chico Serra, este com um esquema ainda mais sofisticado do que o de Patti Jr. Começa a obter ótimos resultados e vitórias, mas o noticiário brasileiro insiste em destacar Serra, mesmo durante a incrível série de vitórias seguidas de Piquet. Procura os jornalistas e recebe sempre a mesma resposta: para ser destaque, tinha de pagar, a título de assessoria de imprensa.

Por seus próprios méritos, sem apoio e com dificuldades, chega, finalmente, à F-1, onde se torna um tricampeão mundial e um dos pilotos mais completos de toda a história.

Renegados a segundo plano entre os torcedores brasileiros, Emerson e Nelson só são lembrados entre os aficionados pelo automobilismo. Na mesma coluna, Brandão dá uma dica sobre um dos motivos:

Pior, para o seu pesadelo, surge Ayrton Senna, com esquemas de assessoria de imprensa poucas vezes vistos por aqui. Nelson Piquet era bicampeão mundial, sempre um dos favoritos ao título, porém a mídia dava maior atenção ao novato Senna, que lhe roubava a cena (sem trocadilhos) e conquistava mais patrocínios.

Em 1987, conquista um dos títulos mais difíceis da história da F-1. Lutou contra seu companheiro de equipe, contra o campeão Prost e sua McLaren e, principalmente, contra sua equipe, que, a todo custo, queria que o inglês Nigel Mansell vencesse por uma equipe inglesa, com carro e patrocínios ingleses. Sem falar na imprensa britânica, que não o deixava em paz. E, por aqui, falava-se mais de Senna...

Obviamente, o simples fato de possuir  uma assessoria de imprensa eficiente não dariam a Senna o status de ídolo atingido por ele. Eram precisos resultados na pista. Vide outros exemplos citados pelo próprio Brandão na primeira citação e que não deram certo. Como eu disse, no início deste artigo, sobre resultados eu não discuto, pois são indiscutíveis. Mas, se apenas os resultados fossem o motivador, por coerência, todos os três mereciam a mesma atenção por parte do brasileiro, e não vemos isso acontecer.


Vale ressaltar também que Senna começou a galgar seus passos na Fórmula 1 em meados dos anos 80. Era um período em que o esporte brasileiro, incluindo o futebol, o principal produto da mídia esportiva, estava em baixa. Na onda do pão e circo, o pão estava sendo consumido pela inflação e o circo não apresentava boas atrações. A grande mídia precisava de um "herói nacional" e Senna embarcou nessa. Sobretudo, ao lado da grande formadora de opinião na época. Senna era mais do que um produto para a Globo. Eles se viam como parceiros. Senna dava audiência e em troca usava a Globo como ferramenta de divulgação de sua imagem. Não que isso esteja necessariamente errado. O problema surge quando percebe-se que há um tom de fabricação envolvido.

Sobre o assunto, Alessandra Alves, jornalista especializada em automobilismo, escreveu:

Acompanhei os primeiros anos de Senna como entusiasta de automobilismo. Os últimos, como repórter. Preferia ter ficado só com a primeira parte. Talvez uma das maiores decepções que tive foi conhecer Senna pessoalmente. O herói obstinado e patriota que nos surgia na TV era habitualmente arredio e descortês longe das câmeras. Problema meu, eu diria, pois, apesar de minha mãe certamente achar o contrário, nem todos precisam me tratar bem. Mas comecei a sentir que o problema não era só meu quando passei a ligar alguns pontos.

Senna dava respostas enviezadas e não escondia o mau humor até acender-se a luz da equipe da TV Globo, detentora dos direitos de transmissão da Fórmula 1 desde o paleolítico. Neste instante, como por mágica, sua fisionomia se transformava e então eu reconhecia o herói obstinado e patriota da minha adolescência. Vi a face do mito e logo entendi por que meus colegas mais experientes costumavam ser tão detratores em relação à postura do piloto.

Já o jornalista Marcelo Bianconi, em um trecho de uma entrevista concedida ao Portal Futebol Interior, dá seu parecer sobre o mito Ayrton Senna:


video

Vale ressaltar que o piloto não era necessariamente um poço de cordialidade e um exemplo moral a ser seguido, como era alardeado na época. Na ânsia de manter a aura em torno do "herói", a imprensa que se aproveitava de seu produto omitiu do grande público algumas atitudes desabonadoras. Senna se envolveu em vários casos de agressão física na Fórmula 1 e teve atitudes questionáveis para um esportista.


Sobre isso o jornalista, que publica artigos relacionados a automobilismo sob o pseudônimo de Ivan Capelli, disse certa vez:

Se Senna hoje é um bastião da ética e da moral na vida, é bom lembrar que nas pistas as coisas nem sempre foram assim. Como em Mônaco, no começo de carreira, quando ficou andando devagar pela pista numa classificação para atrapalhar os pilotos que buscavam roubar-lhe a pole-position. Ou como nos famosos e infames duelos com Alain Prost, quando, empunhando a espada da vingança, valia tudo sob o argumento de ter sido injustiçado.

Senna não era tão bom, nem tão ruim. Era humano. Humano capaz de negar um autógrafo ao menino Felipe Massa, humano capaz de doar dinheiro para instituições de assistência à criança e a hospitais. Humano capaz de ser arrogantemente deseducado com uma tradutora numa entrevista coletiva e humano capaz de chorar de emoção depois de uma difícil vitória. Um humano que deu um soco na cara de um novato atrevido e que também desceu do carro no meio de um treino para socorrer um colega que sofrera um acidente.

Já Johnny Cecotto, ex companheiro de Senna na equipe Toleman, em entrevista à Livio Oricchio, lembrou o caráter difícil do colega.

Senna e Cecotto tiveram relação apenas profissional nas nove etapas que correram juntos na Toleman, segundo o venezuelano. “Na realidade, parecia que seríamos amigos, no começo. Viajávamos, íamos aos circuitos juntos até o dia em que fomos testar o único carro da equipe em Donington”, lembra.

“A Toleman não tinha estrutura para dois carros iguais, o meu sempre incorporava as soluções anteriores às do Ayrton. A alimentação de combustível do meu motor era mecânica, de 1983, enquanto a dele, eletrônica, a nova.” Mas: “Nesse dia, em Donington, eu finalmente poderia testar e em igualdade de condições. Até então a Toleman apenas chamava Ayrton para os treinos particulares”, lembra Cecotto, com ar ainda de insatisfação.

“Estabeleci um tempo um pouco melhor que o de Ayrton”, afirma, sem mencionar as condições do teste. “A partir desse dia nossa convivência mudou. Ayrton tinha um caráter muito forte, difícil, desejava tudo para si, queria a equipe ao seu redor.” Infelizmente Senna não pode responder a Cecotto e até mesmo contestá-lo.

“Mesmo depois desse episódio do teste não tivemos problemas de relacionamento. Lastimo não termos prosseguido como antes, Ayrton se afastou, simplesmente”, conta o venezuelano. “Nas reuniões com os engenheiros Ayrton tornou-se mais frio, distante. Passamos a trabalhar para nós mesmos.”

Não há como questionar o comportamento de Senna quanto ao relatado acima, uma vez que, como dizem no mundo do automobilismo, "seu primeiro adversário é o seu companheiro de equipe", contudo considerar que o relatado acima influenciou no que vem abaixo nos deixa, no mínimo, desconfortáveis. Cecotto continua:

Apesar de não afirmar abertamente, Cecotto não esconde certa mágoa com Senna depois de quase ter morrido no acidente de Brands Hatch. “Foi no dia 20 de julho de 1984. A Toleman refez seus carros, eram novos. O meu ficou pronto sexta-feira de manhã, antes do primeiro treino livre. Os mecânicos trabalharam a noite toda e estavam nervosos, cansados”, diz.

“Eu saí, dei uma volta, regressei aos boxes. E na sequência comecei meu treino. Completei uma volta e meia apenas. Na saída da curva mais rápida da pista (Westfield Band) alguma coisa quebrou na suspensão e colidi no guard rail”. O piloto dá mais detalhes: “O chassi se desintegrou na frente, fiquei sentado no solo, os ossos das pernas estavam destruídos”.

Todos os pilotos, segundo Cecotto, foram ao hospital, em Londres, visitá-lo. “Ayrton, não.” O companheiro de Toleman nem mesmo lhe telefonou, recorda. “Ayrton e a maioria da equipe me ignoraram. E os médicos ingleses queriam amputar meu pé direito.” A esposa de Cecotto, alemã, entrou em contato com um especialista, em Munique, que a orientou transportá-lo num jato para seu hospital. “No dia seguinte à cirurgia na Alemanha eu já podia mover o pé.

Depois de 20 de julho de 1984 Cecotto nunca mais viu Senna.

Conclusão:

Se esse texto lhe pareceu herético talvez você seja um exemplo dessa manipulação que eu defendo aqui. Senna era humano e baseado em tudo que foi supracitado, fica difícil conceber o mito Ayrton Senna sem a participação efetiva da grande mídia em sua fomentação, na medida em que parece ter havido uma fabricação de uma imagem irreal o rodeando e escondendo sua falibilidade humana, que se expostas, possivelmente reduziriam o efeito midiático sobre o piloto.

Vale considerar também que talvez, se Senna tivesse passado por todos os estágios de um esportista, aprendizado, ápice e declínio, hoje a aura que o envolve seria menor. Provavelmente o fato de ter morrido em atividade e mais ainda, nas pistas, serve para aumentar ainda mais a idolatria.


Não passa de um ciclo. O piloto se mantém na mídia porque ainda vende e ainda vende porque se mantém na mídia. Sendo inclusive transformado em um filósofo digno de rivalizar com os grandes nomes da Filosofia, com frases motivacionais lhe sendo atribuídas sem nunca terem sido proferidas ou mesmo sendo pertencentes a outro autor.

Mas uma coisa é certa. Ayrton Senna representou muito bem o Brasil como esportista em uma competição esportiva. Nada mais do que isso. Ele tinha qualidades e defeitos. Fazia o que gostava e era bem pago para isso. Morreu sabendo dos riscos que corria. Não é herói! Não é o guardião da ética e moral!



Artigo original. Sua reprodução é livre desde que seja incluído o link ativo: 
http://feriasdoclark.blogspot.com. Lei n.º 9.610/98.

11 comentários:

  1. Respeito a sua opinião, porém só vejo uma certa manipulação em torno do Senna quando falamos da Globo. No resto do mundo, ele sempre foi naturalmente admirado pelo seu talento, dedicação e carisma. A morte no auge sem dúvida criou um cenário perfeito para o nascimento de um mito, mas isso não diminui as qualidades que ele tinha. Até mesmo os defeitos faziam dele uma personalidade interessante e longe do tédio que são os pilotos de hoje. Ele tinha uma dualidade fortíssima de caráter. No Japão o cara é um herói. Na Inglaterra, é mais respeitado que os pilotos locais(que são feras).Então, o "mito Ayrton Senna" é um pouco mais complexo do que o seu texto dá a entender. Requer uma análise mais detalhada e, mesmo assim, nunca chegaremos à uma conclusão exata de quem foi Ayrton Senna na verdade.

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    1. Concordo, o assunto renderia um livro.

      "No resto do mundo, ele sempre foi naturalmente admirado pelo seu talento, dedicação e carisma." Atribuições de um bom esportista e como eu disse, isso é indiscutível. O efeito disso sobre culturas que vivem o automobilismo como os japoneses e ingleses, exemplos citados por você, é um fato.

      Reitero que no texto procurei fazer uma distinção entre o "mito esportivo" e o "mito cidadão exemplar". Há de convir também, que mesmo em outros países também há efeito da mídia sobre as massas e o "mito cidadão exemplar" também pode ser efetivo, em uma escala menor, em outros países. Senna pode ser considerado como o primeiro da nova geração. Ele soube moldar a imagem dele como ninguém na época. Foi um visionário, pois Isso só é comparável aos pilotos que o sucederam.

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    2. Concordo plenamente. As pessoas exageram um pouco às vezes, ao tratá-lo como um ser perfeito, o que ele estava longe de ser, como todos nós mortais. Ele era muito impulsivo e a gana que tinha de vencer era a responsável por esse comportamento, o que se tornava um perigo em certas circunstâncias(como o troco no Alain Prost em 1990, que na verdade não foi exatamente uma vingança, mas sim um momento de explosão, pois ele seria novamente roubado pela FIA com a posição desfavorável do grid de largada), só que o acidente poderia ter consequências graves e ele só se deu conta disso depois(repare na expressão dele após o acidente, estava muito arrependido do que fez). Em contrapartida, um ser humano maravilhoso que ajudava muitas pessoas e era um corredor honesto, diga-se de passagem. Andava na linha tênue entre o certo e o errado(entenda como "a um pentelho de distância dos adversários"..rs) e é justamente isso que o diferencia, por exemplo, do Schumacher, que ultrapassava essa linha muitas vezes quando queria vencer.

      Como você disse muito bem, renderia um livro. Aliás, uma enciclopédia, a vida e a carreira do Ayrton Senna.


      Abraço!

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  2. Bom texto, e boa conversa aqui embaixo tambem!!! Tenho apreço por todos os campeões brasileiros de F1. Todos tiveram seus devidos méritos. Senna é o mais midiatico devido a maneira como foi sua historia de vida, mas quem se aprofunda bem na historia do automobilismo brasileiro com certeza reconhece a grandeza da historia de vida de piquet e fittipaldi. Um motivo que ninguem citou aqui pra o MITO Senna ser mais forte ainda é que ele foi o ultimo campeão nacional de F1....então pode escrever o que vou dizer agora: O dia que surgir um novo campeão de F1 aqui no país o endeusamento em cima da figura vai ser absurda hehehe.

    Abraços amigos até o/

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  3. Artigo muito bem escrito^^

    Parabéns Clark^^

    Abrax^^

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    1. Tu por aqui meu amigo? Que honra tê-lo junto ao FC!

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    2. Sempre dou uma passadinha aqui^^

      O teus posts são excelentes^^

      Abrax^^

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    3. Valeuzão cara! Fico muito feliz em ler isso. A parceria nos moldes da AM é extensível, caso queira...

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    4. Estás me oferecendo parceria?Oõ

      Claro que quero!:D

      Abrax^^

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  4. Gostei do texto, abri o link pensando ser mais uma daquelas defenestrações sem sentido, mas vi que são opiniões bem lúcidas sobre o assunto Senna. Coaduno minhas opiniões com muita coisa do texto e acabo tendo minha visão. Ele foi um ótimo piloto, mas, acima de tudo, foi um humano que erra e acerta, faz cagadas e faz coisas geniais. Além disso, também foi um gênio do marketing pessoal. Isso foi levado ao ponto de estipular no contrato que, se não pudesse usar o boné da nacional em aparições públicas na Lotus, que fosse usado, por direito estabelecido no contrato, nas entrevistas pra Rede Globo (procurem por notícias dos contratos das tabagistas que foram expostos na mídia automobilística alguns tempos atrás).

    Um outro texto que recomendo a leitura é o "Por que o povo gosta do Senna e detesta o Piquet?", escrito pelo Leandro Kojima, no blog Bandeira Verde. Segue o link.
    http://bandeiraverde.com.br/2010/05/05/por-que-o-povo-gosta-do-senna-e-detesta-o-piquet/

    Abraços!

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  5. Artigo muito lúcido. AS tinha qualidades e defeitos, como um humano as tem...
    Mas foi alçado as glorias de "cidadão exemplar" e "herói" pela RGT, manipuladora das mentes nacionais.
    Nada entendo de F1. Sei que AS foi muito bom. Mas sei que outros tem tecnica superior.
    Enfim, a mídia faz heróis e bandidos, a seu bel-prazer.
    Parabéns pelo post.

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