sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Brasileiro e a capacidade de só reclamar... e por coisas menores

Li no blog do grande jornalista Chico Maia que as demonstrações de revolta com o novo Mineirão continuam. Desta vez o alvo é o famoso feijão tropeiro oferecido pelos bares do estádio. Aqui o prato era carinhosamente chamado de Tropeirão em virtude da fartura, contudo com a notória redução do tamanho e o aumento dos preços, os torcedores começaram a reclamar e já adotaram o nome de Tropeirinho para designar o produto.

Concordo com a reclamação, pois como as imagens atestam, houve uma redução inaceitável na qualidade do produto, mas questiono como o povo só reclama de coisas menores.

Postei o comentário abaixo no blog do Chico Maia. O texto não foi revisado e encontra-se na íntegra:

"Vejo com tristeza como que o brasileiro tem a capacidade de protestar por coisas de, digamos, menor valor. Se vissemos esse mesmo nível de revolta contra políticos corruptos, certamente nosso país seria melhor e até o 'tropeirinho' seria mais correto.

Não digo que não se deve protestar pelo tropeirinho, afinal de contas são consumidores que estão na luta pelos seus direitos, o que é salutar, mas é impressionante como ficam chorando as pitangas por algo menor, enquanto os políticos fazem a festa.

Sugestão para os revoltados com o tropeirinho. NÃO CONSUMAM! Boicotem! Mas certamente um movimento desse não daria certo. Esse é o problema do brasileiro, só reclama. Façam como eu! Não como o tropeirinho e mais, não vou no estádio a mais de 4 anos, quando conclui que o serviço oferecido estava péssimo. Talvez eu volte um dia, mas quando valer a pena. 

Mas o que se vê nos estádio? Todo jogo o povo é tratado pior que gado e mesmo assim na partida seguinte… tá lá as filas: para comprar ingresso, para entrar no estádio e até para comprar o 'tropeirinho'.

Enquanto o povo se afastar da política com aquela velha desculpinha 'odeio política', coisas assim continuarão a acontecer. Já dizia um ditado: “para que o mal prevaleça, basta o bem se omitir”.

As pessoas acham que fazer política é se candidatar a um cargo político, mas se esquecem, ou não sabem, que cobrar e fiscalizar também é fazer política. 

Resumindo: NÃO CONSUMAM e rapidamente verão a qualidade melhorar e mais, comecem a cobrar e se movimentar por coisas maiores também. Exemplo: o abaixo assinado contra Renan Calheiros até hoje conseguiu reunir apenas 300 mil assinaturas, enquanto milhões votam nos paredões do BBB."

Tropeirão antes do novo Mineirão.
Tropeirinho no novo Mineirão. Foto: Jornal O Tempo.

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