sábado, 25 de janeiro de 2014

Esporotricose: entenda a doença e acabe com os mitos

Leia com atenção!

Nos últimos dias a população, sobretudo do Rio de Janeiro, está sendo bombardeada com notícias alarmistas sobre a esporotricose. Há inclusive um folder da prefeitura com a cara de um gato estampando e atribuindo aos felinos o aumento dos casos. De fato, a doença pode ser classificada como uma zoonose (doença que pode ser transmitida ao Homem por animais), mas o simples fato de ela poder ser transmitida por animais não significa que essa é a forma mais comum de contágio.

O problema é que a imensa maioria das notícias está reproduzindo esse erro e está atribuindo aos gatos a responsabilidade pelo aumento dos casos.

Essas notícias são alarmistas, pois os governos e órgãos de saúde preferem exagerar no prognóstico e assim manter a população em alerta. É simples o raciocínio, se deixam as pessoas preocupadas, elas ficarão mais atentas ao problema. Mas isso está fazendo muitas pessoas abandonarem gatos, mesmo os não contaminados.

Há portanto dois erros. Abandonar um animalzinho não contaminado e principalmente, abandonar um animal doente e largá-lo a própria sorte ao invés de tratar a doença, difundindo assim o agente causador da doença.

O que é esporotricose?

Essa doença é causada por um fungo, o Sporotrix schenckii, que encontra-se instalado na vegetação, onde tem madeiras podres, e entra no organismo através de rupturas na pele causadas por gravetos, espinhos e outros. É uma doença ocupacional que pode atingir pessoas do campo, que manipulam rosas por exemplo. Também chamada "Doença do Jardineiro" é difundida por todos os continentes, principalmente em locais de clima úmido. Portanto, é mais comum a pessoa se contaminar através de plantas do que através dos gatos.

E se você encontrar um gato doente ou o seu gato ficar doente? 

EXISTE TRATAMENTO! Ele é realizado com medicamentos a base de itraconazol.

ELA TEM CURA! Tanto em gatos, como em cães e humanos. Vejam abaixo a evolução do tratamento em um gato.

Não abandone seu animal! É uma das maiores agressões a que um ser vivo domesticado pode estar sujeito.

Esporotricose: a culpa NÃO é do gato! DIVULGUE!!!

11 comentários:

  1. zoonose é uma sigla e nao uma doença. que absurdo esse site!

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    1. O conceito de zoonose é o que eu especifiquei no texto mesmo. Pode verificar: www.significados.com.br/zoonose/‎ ou http://pt.wikipedia.org/wiki/Zoonose

      Obrigado pelo comentário.

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    2. O site não é absurdo nenhum e está certissimo. Tive esporotricose e me informei a fundo sobre a doença, com a intenção de também informar a minha familia que achou que eram os meu gatos os causadores. Eu peguei esporotricose e meus gatos não tem nada, logo, NÃO É CULPA DO GATO!

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  2. Respostas
    1. Fala sério! Você pode até não saber o conceito de zoonose, mas sabe o de vergonha alheia?

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  3. O Francisco é lindo!!! Dá uma alegria muito grande ver a evolução do quadro!!!

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  4. Lindo gato!!! Dá uma alegria em ver a superação dele em face dessa doença terrível!!!

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  5. informação é tudo, parabéns a todos.

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  6. quando vi a primeira foto dele fiquei preocupada, mas quando vi q foi tratado fiquei muito feliz ! ele é liiiindo ! parabéns a quem o ajudou e que o Francisco continue abençoado !

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  7. Gostaria que comentasse como foi o tratamento do gato nas imagens acima... Pois tinha 5 gatos com esporotricose e efetuei o tratamento com Itraconazol, mas não consegui resultado algum... foram ficando cada vez mais debilitados e tive que acabar sacrificando todos... Seria possível passar essa informação de como foi aplicada essa dose e por quanto tempo???

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    1. Olá! Obrigado pelo comentário. o Tratamento da esporotricose dura meses. Obviamente, cada caso é um caso, e somente um veterinário pode indicar a posologia.

      O ideal é sempre buscar mais de uma opinião, sobretudo se o diagnóstico recomendar a eutanásia, visto que muitos veterinários são ineptos em tratar a doença. Assim, o que pode ser morte certa para um, pode ser um caso difícil, mas possível para outro.

      No geral o tratamento é feito por via oral em uma dose diária e concilia o itraconazol com antibióticos para combater alguma infecção oportunista. Paralelamente, é necessário retornos periódicos para fazer o acompanhamento e verificar a necessidade de aumentar ou diminuir as dosagens.

      A eliminação do Itraconazol do tecido cutâneo é lenta. Ou seja, mesmo após as administrações ele continua agindo e a resposta clínica ideal é alcançada 2 a 4 semanas após o fim do tratamento.

      Mas reitero! Cada caso é um caso. E, principalmente, paciência é a palavra chave.

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