quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Sete nomes e marcas que mudaram com o tempo

“Uma rosa, com um outro nome, teria o mesmo perfume”, argumentaria William Shakespeare, se fosse consultado. Mas a SUPER quer saber de você: e quando um produto muda de nome? A credibilidade da empresa e a qualidade permanecem intactas?

Entre as mudanças que deixam saudade e aquelas que exploram justamente este “saudosismo vintage”, listamos algumas marcas que escolheram (ou precisaram) repaginar o negócio mudando a forma como eram conhecidas. Relembre, seguindo pela data em que foram rebatizadas:

1. Kolynos / Sorriso


O creme dental Kolynos, lançado em 1908 nos Estados Unidos, não demorou a chegar ao Brasil. Em 1917, já era importado para o país e, em 1929, uma fábrica brasileira produzia o creme que prometia o “frescor da natureza” no hálito e no sorriso. O sucesso fez com que a Colgate-Palmolive investisse pesado no mercado brasileiro depois de englobar a marca, fusão que motivou a mudança do nome do creme dental: em 1997, ele passou a se chamar Sorriso, mantendo as mesmas cores de sua versão original. Mas a ligação do público com a marca era tão forte que a Kolynos só perdeu o posto de primeira colocada no Top of Mind (pesquisa que elege as marcas mais lembradas pelos consumidores) em 2003. E sabe qual marca ficou em 1º? Sorriso!


2. Yopa / Sorvetes Nestlé
 

Não faz muito tempo que os sorvetes Yopa lotavam as geladeiras – as do supermercado e a da sua casa, possivelmente. A marca, que era propriedade da Nestlé desde 1972, esteve nas prateleiras até o ano 2000, quando a empresa resolveu suprimir a marca. A partir daí, ela passou a vender seus gelados com o nome de Sorvetes Nestle.

3. Biscoitos São Luiz / Biscoitos Nestlé


“É hora do lanche, que hora tão feliz, todos comendo caquinha de nariz Biscoitos São Luiz”… O famoso jingle, cantado e parodiado, remete à icônica marca de bolachas que já foi o lanche favorito das crianças. Em 1967, a empresa brasileira foi adquirida pela Nestlé, que adentrou assim no mercado de biscoitos. “É São Luiz, é Nestlé”, dizia o slogan que anunciava produtos como a bolacha Divertidos, precursora do Passatempo, e os queridos biscoitos recheados de chocolate e morango que deram origem ao Bono. O nome São Luiz foi abandonado em 2000, e os fãs mais fervorosos garantem que um pouco do sabor também foi junto.

4. Hotmail / Outlook

Já faz um tempo que a marca Hotmail, da Microsoft, está um pouco ~desgastada~. Para tornar o produto competitivo novamente, a empresa optou por uma mudança radical: deu adeus ao velho nome e apresentou aos usuários uma plataforma reformulada em julho deste ano. Há quem veja com certa incredulidade a mudança, já que a Microsoft resolveu adotar o nome de seu velho gerenciador de e-mails, o Outlook Express, para o novo serviço. Porém, além da roupa nova, o e-mail ganhou novas funcionalidades que buscam colocar o cansado Hotmail de volta na briga com oGMail. Será?

5. OpenOffice / LireOffice

OpenOffice, BrOffice, LibreOffice. Você fica confuso quando vai procurar um programa de edição de texto gratuito que substitua o Microsoft Word? Saiba que a diferença entre os três citados neste texto é uma questão de nomenclatura. O OpenOffice.org, conjunto de aplicativos livres e multiplataforma, surgiu como uma alternativa aos softwares da gigante Microsoft em 2002, e deu origem ao BrOffice, versão brasileira do programa.

Em 2010, a Sun Microsystems, empresa responsável pelo OpenOffice.org, foi comprada pela corporação multinacional Oracle. Depois de uma série de conflitos internos, alguns desenvolvedores do programa decidiram abandonar o barco e fundar a The Document Foundation. Na nova empresa, eles criaram um novo programa de edição de texto bem parecido com o OpenOffice.org original. O problema é que este nome já era propriedade da Oracle desde que ela comprou a Sun Microsystems. Para evitar problemas, o pessoal da The Document Foundation batizou o novo software de LibreOffice. Ele também tem uma versão brasileira.

6. Fusca / Beetle / Fusca

Ícone cultural e automobilístico mundial, o Fusca começou a ser importado para o Brasil em 1950. O clássico besouro da Volkswagen foi produzido no país até a década de 1990, se mantendo fiel ao estilo e às formas que o tornaram inesquecível.

Em 1998, veio a novidade: começou a ser produzido o New Beetle, nova geração do carro que abandonou o popular nome em solo brasileiro. Em setembro deste ano, a montadora anunciou que o modelo da nova geração do automóvel volta a adotar o nome Fusca e passará a ser comercializado em novembro no país.

7. Lollo / Milkybar / Lollo

Lollo, o “chocolate fofinho da Nestlé”, deixou milhares de chocólatras órfãos no Brasil em 1992, quando foi retirado das prateleiras. Mas a barra estampada com uma vaquinha sorridente, febre nos anos 1980, não desapareceu totalmente. Em seu lugar, passou a ser comercializado o Milkybar, uma versão rebatizada do doce e integrante da caixa de bombons “Especialidades”.

Em 2012, duas décadas após a polêmica mudança de nome motivada por um alinhamento internacional da marca, o chocolate com recheio maltado original está de volta: a Nestlé Brasil anunciou que o Lollo voltará a ser vendido. E, para a alegria dos mais saudosistas, retomará a sua clássica embalagem oitentista.

Bônus: Chocolates são grandes protagonistas de mudanças de nome: Kri, o chocolate do barulho, é o antigo nome do Crunch, rebatizado em 1992; já o Shot, da Lacta, nasceu em 1983 como Krot, e foi renomeado em 2003.

3 comentários:

  1. a marca kolynos teve que ser retirada pro 4 anos (novo fabricante lançou Sorriso com campanha atores globais ) O novo fusca isto aconteceu so no Brasil, e de fusca não tem nada( usa plataforma do golf e e fabricado no Mexico) então foi vendido no brasil como Novo Fusca.

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  2. Falta um pequeno dado aí na questão do BR/Open/libreOffice:
    - Na época da compra da Sun pela Oracle, uma empresa brasileira já havia registrado o nome "OpenOffice" no Brasil, o que causou a mudança do nome da suíte apenas neste país de merda onde oportunistas se aproveitam de tudo, para BrOffice.
    Já o LibreOffice é um "fork" direto do OpenOffice, usaram o mesmo código básico dele, tanto que a The Documentaion Foundation já existia antes da compra da Sun pela Oracle, pois ela estabelecia os formatos abertos de documentos. Com a compra da Sun, decidiram pegar o código-fonte do OpenOffice e criar o LibreOffice, totalmente Software Livre, fora das garras da Oracle.

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