domingo, 10 de fevereiro de 2013

20 curiosidades sobre a necrópsia

Toda ciência tem suas curiosidades, inclusive a medicina legal. Listamos abaixo 20 curiosidades, históricas ou não, sobre as necrópsias. Boa leitura!

• Até a Renascença, a necrópsia de seres humanos era considerada uma afronta em praticamente todas as culturas. Assim, o jeito era dissecar animais que tivessem alguma semelhança anatômica com humanos.

• A Universidade de Bologna (Itália) foi a primeira instituição a usar necrópsia forense (motivada por questões legais), no Século 14.


• Em 1533, a Igreja Católica ordenou a necrópsia das gêmeas siamesas Joana e Melchiora Ballestero. O objetivo era descobrir se elas tinham duas almas, o que seria “confirmado” pela presença de dois corações (que elas realmente tinham), de acordo com a antiga crença grega de Empedocles de que o coração era a morada da alma.

• No Século 18, o autópsista Giovanni Battista Morgagni introduziu a ideia de buscar ligações entre sintomas clínicos e observações obtidas após a necrópsia, que, dessa forma, passaria a servir não apenas para obter informações anatômicas, mas também para ajudar a descobrir diagnósticos e desenvolver tratamentos.

• Em 1912, o médico Richard Cabot chegou a uma conclusão alarmante: com base em necrópsias, ele declarou que certas doenças tiveram o diagnóstico errado em 80% dos casos. Em 2005, uma pesquisa na área de histopatologia sugeriu que os médicos erram o diagnóstico de doenças fatais em cerca de um terço dos casos.

• Em cerca de dois terços dos casos fatais em que o diagnóstico estava incorreto, a vida do paciente poderia ter sido salva, de acordo com estudo feito em 1998 por pesquisadores da Universidade de Pittsburgh (EUA).

• Obcecado com os desenhos anatômicos feitos pelo médico Andreas Vesalius, o juiz Marcantonio Contarini permitiu que fossem realizadas necrópsias em criminosos executados. A partir de 1539, foram feitos enforcamentos agendados com base na necessidade de necrópsias.

• Por falta de recursos mais precisos (e de conhecimento sobre transmissão de doenças), o médico italiano Antonio Valsalva provou fluidos encontrados em cadáveres para melhor caracterizá-los, no século 17.

• Valsava escreveu que pus gangrenoso não tinha um sabor agradável, e que ficava na língua durante boa parte do dia (que bom que ele avisou, não?).

• Em 1828, os imigrantes irlandeses William Burke e William Hare se uniram para assassinar 16 pessoas na Escócia e vender os cadáveres a um médico para dissecação. Quando a trama foi descoberta, Hare testemunhou contra Burke, que foi enforcado em 1829.

• Ironicamente, o cadáver de Burke foi dissecado (em público), e seus restos mortais estão em exposição na Universidade de Edinburgh (Escócia). Não bastasse isso, algumas pessoas roubaram parte de sua pele durante a necrópsia e usaram para fazer carteiras, que foram vendidas nas ruas.

• No Século 19, o patologista austríaco Karl Rokitansky realizou 30 mil necrópsias e, segundo diziam, supervisionou outras 70 mil.

• Ná década de 1970, necrópsias de pacientes que estavam usando a droga anticancerígena Adriamycin revelaram que seus músculos cardíacos haviam atrofiado, o que levou a restrições ao uso do medicamento. A realização de necrópsias também foi fundamental para a evolução de próteses de articulações e de válvulas cardíacas, além de transplantes de coração.

• Hoje em dia, muitos hospitais não “gostam” de realizar necrópsias: o custo é elevado, ocupam os patologistas e geralmente revelam que os médicos erraram o diagnóstico, erros às vezes fatais.

• Nas necrópsias modernas, o rosto do cadáver normalmente fica coberto pela pele do peitoral ou do escalpo.

• Às vezes, a equipe substitui lâminas cirúrgicas precisas por alicates de corte comuns – como aqueles vendidos em lojas de ferramentas.

• Quase sempre, os pulmões apresentam alguma patologia em adultos, mesmo naqueles que levaram uma vida relativamente saudável. Em pessoas portadoras de mal de Alzheimer, o cérebro apresenta uma redução de cerca de 10% de seu volume.
 
• No final do procedimento, os órgãos podem ter dois destinos: ou são incinerados, ou armazenados em um saco, que é colocado novamente no corpo.

• Órgãos muito pequenos, como a tireoide e as glândulas suprarrenais, são pesadas em balanças de alta precisão; os demais são pesados em balanças comuns, como aquelas que encontramos em açougues.

• Há pouco esguicho de sangue durante uma necrópsia, já que o cadáver não tem pressão sanguínea.

Adaptado de: Discover Magazine.

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